A fibra óptica está para a Copel Telecom assim como os fios, postes e transformadores estão para a Copel Distribuição no quesito resíduos. Responsável por conectar e trafegar milhares de dados dos clientes da Copel Telecom, usuários do Copel Fibra, à rede de internet.

Para construir longos cabos de fibra óptica, um cano de vidro é utilizado em um processo complexo e caro até que se tenha a espessura de aproximadamente 1/8 de milímetro, ou seja, mais fino que um fio de cabelo. Para poder ser utilizado em longas distâncias e em diversas situações, os cabos possuem revestimentos resistentes capazes de fazer o interior manter-se operante por longos períodos.

Um dos desafios da Copel Telecom no campo dos resíduos, foi destinar os restos de fibra óptica das operações de campo, que somaram quase 200 toneladas de materiais até este ano.

Para resolver o problema, a empresa que recebeu menção honrosa do Prêmio Nacional da Qualidade no quesito ‘processos’ em 2016 e ficou entre as 11 empresas do Prêmio “Melhores em Gestão 2017” também da FNQ, usou a expertise e os conceitos da sustentabilidade para chegar a uma solução sustentável: a reciclagem do material.

Aprovado pelo Comitê de Sustentabilidade, o projeto criou um processo contínuo e com melhorias que atendessem os rígidos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e o envolvimento da cadeia de fornecedores para apresentar uma solução otimizada. “Incluímos em contratos de prestação de serviços esta destinação nobre do nosso principal resíduo na Copel Telecom e somos uma das poucas empresas de Telecom no país que se preocupa em dar a destinação correta ao material responsável por fornecer o serviço de banda larga”, conta o diretor presidente Adir Hannouche.

As fibras ópticas que estavam armazenadas nos almoxarifados, ganharam destinação correta após um processo de licitação escolher a empresa responsável pela reciclagem que transformou o material em diversos subprodutos, como polietileno, aramida e fibra de vidro, que podem ser reaproveitados na indústria e na produção de outros materiais. Este ciclo atende também os princípios da Economia Circular, e os subprodutos podem ser utilizados, por exemplo, na indústria automotiva, indústria plástica, na confecção de equipamentos de proteção individual, entre outros.