Com a volta às aulas, não é só o ano letivo que recomeça. Para muitas crianças e adolescentes, a vida escolar vem acompanhada do bullying que inicia na classe e continua na internet. E não é só a turminha que sofre com isso. Adultos também são vítimas de assédio virtual. E a pior parte dessa história é que, muitas vezes, familiares e amigos não percebem que isso está acontecendo com seus queridos.

A Copel Telecom acredita que o cyberbullying precisa ser discutido e combatido. Por isso, vamos continuar o nosso projeto Internet Sem Bullying com o quarto post da série: como identificar uma possível vítima de bullying na internet – veja quais são os principais comportamentos de quem está passando por isso.

#Obsessão e tristeza ao mexer no computador ou celular

Inicialmente, a pessoa que sofre bullying na internet desenvolve um comportamento parecido com a obsessão – ou seja, ela não desgruda do computador ou do smartphone nas fases iniciais do assédio virtual. E junto a isso, está a tristeza ou irritabilidade.

#Abandono das redes sociais

Aquele seu amigo que sempre compartilhava memes está sumido da internet? Ao contrário da obsessão, há também o abandono do mundo virtual como reação ao sofrimento causado pelo cyberbullying.

# Celular desligado ou esquecido em casa

Seu familiar ou amigo, que sempre gostou de mexer no celular, começou a deixar o aparelho desligado e não o leva mais a lugar algum? Ele pode estar recebendo mensagens desagradáveis ou ameaças, itens que caracterizam o cyberbullying.

# Posts depressivos e agressivos

Todo mundo já compartilhou, alguma vez na vida, uma letra de música ou frase de impacto nas redes sociais para expressar sentimentos, não é mesmo? Mas, quando as publicações se tornam frequentemente depressivas ou agressivas, talvez seja o resultado de bullying virtual e um sutil pedido de ajuda.

# Fotos e vídeos de alguém sendo “zoado”

Será que a zoeira não tem limites mesmo? Vídeos ou fotos em que a piada é uma pessoa, nem sempre são engraçados para quem sofre a zoação. Você lembra, por exemplo, do Nissim Ourfali? Ou daquela encantadora garotinha, a Julia Gabriele? Muita gente se divertiu às custas dessas crianças, que ficaram bem tristes com os comentários maldosos que rolaram pela web.

Por isso, se você receber alguma mídia que, de qualquer forma, ridiculariza o outo, escolha não compartilhar – existem conteúdos desse tipo que de humor, não têm nada. São puramente cyberbullying. E onde tem assédio, tem uma vítima bastante chateada por trás.

Uma dose de inspiração: a youtuber que sofreu cyberbullying e deu a volta por cima

Você já viu a hashtag #gordofobianãoépiada? Ela ficou bem famosa e até hoje é muito usada depois que uma youtuber, que passa mensagens sobre a importância do amor próprio, foi vítima de bullying por conta de uma piada sobre seu peso, que rolou na internet.

A influenciadora digital contou para seus seguidores que ficou bem triste, especialmente porque depois do meme centenas de pessoas a enviaram mensagens maldosas e ameaças.

No entanto, ela viu nessa situação a oportunidade de lutar por uma causa: gordofobia não é piada e bullying na internet não tem vez.

O que fazer se você é ou ver alguém sendo vítima de bullying na internet?

Guardar as provas e denunciar é a solução. E no próximo post da nossa série sobre Internet Sem Bullying, vamos falar justamente sobre esse assunto. Fique ligado para conferir, com detalhes, como armazenar as provas e fazer as denúncias.

Aproveite e confira aqui o nosso projeto em parceria com o Instituto Abrace!