A cada dia, o debate acerca da segurança e privacidade digitais está tomando mais força no imaginário do Brasil e do mundo. Isso se deve, provavelmente, aos escândalos surgidos nos últimos anos em épocas eleitorais nos Estados Unidos – sobre o vazamento de dados de usuários do Facebook – e no Brasil – a altíssima influência de notícias falsas (Fake News). Hoje, o Blog Conecta vai apresentar uma visão sobre como o assunto “ética, segurança e privacidade digitais” está sendo abordado na sociedade contemporânea e como, aí do seu computador ou smartphone, você pode se prevenir.

Qual a importância do debate?

À medida em que os sistemas de inteligência artificial tomam força na nossa sociedade, se faz mais importante o tratamento do assunto acerca dos limites da tecnologia e de seus impactos. As pessoas estão se importando mais com a forma como suas informações são tratadas na web. No ano passado, o Facebook foi acusado pela promotoria dos Estados Unidos de vazar dados confidenciais de usuários da maior rede social do mundo para a empresa Cambridge Analítica. O escândalo abriu os olhos de muita gente para a real situação em que as pessoas se colocam ao se registrarem em sites com seus dados pessoais e bancários. O episódio com o Facebook, no entanto, não foi o primeiro envolvendo uma possível exposição de informações confidenciais. Em 2014, o mundo conheceu o Heartbleed; uma falha no sistema Open SSL que permitia a visualização por hackers de transações de dados e códigos entre empresas e seus clientes. Esses são só alguns exemplos de como a tecnologia abre portas para rompimentos de privacidade que podem ser fatais.

Como a lei trata do assunto?

No ano passado, o ex-presidente Michel Temer aprovou a lei 13.709/2018, que regula o tratamento dos dados pessoais que dizem respeito a qualquer informação que identifique um indivíduo (nome e sobrenome, CPF, RG e etc. O decreto, que tem 2020 como prazo máximo para entrar em vigor, garantirá a qualquer cidadão total clarividência acerca de como instituições públicas e privadas tratam seus respectivos dados. Às empresas, caberá a responsabilidade de garantir transparência e direito de acesso a tais informações de maneira clara e simples.

O Brasil ainda engatinha no assunto, mas fora das nossas terras a discussão sobre ética, segurança e privacidade no meio digital já acontece há um tempo. Posta em vigor no ano passado, a GDPR (General Data Privacy Regulation) – lei de regulamentação do uso de dados na União Europeia – implementou algumas medidas a empresas, como a obrigatoriedade do uso de linguagem clara para que qualquer pessoa possa compreender as transações e comunicações sobre seus dados e o estabelecimento do dever da empresa de comunicar as autoridades em até 72 horas em caso de incidentes que resultem no vazamento ou violação de dados que possam prejudicar os clientes.

O que eu posso fazer para me proteger?

Apesar de medidas para o cuidado dos seus dados estarem sendo tomadas pelo Governo e por empresas privadas, é importante que você conheça algumas estratégias práticas para fazer sua parte. Não é preciso ser nenhum especialista em programação ou coisa assim para mexer os pauzinhos a fim de que sua segurança seja aumentada no uso da web. São técnicas simples, como usar diferentes senhas para cada conta; diversificar os caracteres entre símbolos (números, pontos, letras maiúsculas e minúsculas) em suas senhas; realizar backups constantes de seus arquivos; cobrir sua webcam com uma fita adesiva; usar um bom antivírus e um bom antimalware. Além disso, lembre-se de sempre pensar duas vezes antes de clicar em links suspeitos e não ceder informações pessoais à sistemas que você não conhece. Essas são só algumas medidas básicas para que seu acesso seja muito mais seguro e proveitoso. Fique atento e aproveite o melhor que a internet pode te proporcionar.

Fontes:

https://canaltech.com.br/juridico/lei-geral-de-protecao-de-dados-no-brasil-entenda-como-ela-vai-te-beneficiar/

https://inteligencia.rockcontent.com/seguranca-e-privacidade-de-dados/