Em 1994, nos Estados Unidos, um jovem chamado Jeff Bezos deu início a uma pequena loja virtual de livros, utilizando a garagem de casa como único espaço físico. Hoje, 25 anos depois, a Amazon – nome dado por Bezos à sua lojinha – se consolidou como a maior empresa online de vendas do mundo, além de ser o maior fornecedor mundial de serviços de infraestrutura em nuvem. O e-commerce não é de hoje, e se você tem interesse nessa estratégia e quer fazer uma renda extra sem sair de casa, acompanhe a gente no segundo episódio da nossa série Como ganhar dinheiro em casa com a internet. Mas o que é exatamente esse tal de e-commerce?

E-commerce e loja virtual são sinônimos?

A primeira coisa que você deve saber é que e-commerce não é a mesma coisa que loja virtual. O segundo é uma ferramenta do primeiro. De uma maneira mais prática: e-commerce (eletronic commerce) é todo o tipo de comércio realizado integralmente pela internet, enquanto a loja virtual é apenas uma das maneiras de se realizar esse processo. Vamos imaginar o comércio do “mundo real”, em que você vai encontrar pessoas vendendo cachorro-quente em barraquinhas, flores em calçadas, balas no semáforo, roupas em lojas e muito mais. Todos os exemplos citados são formas de comércio, mas a loja é só uma das opções de se realizar vendas. Ou seja, o e-commerce é uma estratégia, e não uma plataforma. Agora que ficou mais clara essa diferença, vamos em frente?

Por que trabalhar com e-commerce?

Por muito tempo, a ideia de que comprar e vender online é arriscado permaneceu no imaginário dos usuários. Hoje, já se sabe que a realidade é bem diferente. Não é à toa que R$53,2 bilhões foram faturados pelo e-commerce brasileiro em 2018 (Ebit/Nielsen; publicado por Estadão). A praticidade desse método é o principal motivo de seu uso ter sido tão popularizado hoje. E mais: não é só o comprador que sai em vantagem em um e-commerce. A não-necessidade de ter um espaço físico (exceto para estocar os produtos) gera uma considerável economia na hora de iniciar esse negócio, além de seu manejo ser muito mais prático que toda a burocracia de abrir uma loja.

Dando o primeiro passo

Como todo e qualquer negócio físico, o e-commerce exige um bom planejamento antes de colocar a mão massa. Você deve ter bem definido:

1 – O que você vai vender

Estabeleça bem claramente qual será seu produto. Menos é mais. Tentar vender “de tudo” pode ser fatal para seu negócio, então busque afunilar suas opções até que encontre um nicho específico que você tenha um mínimo de conhecimento.

2 – Quem será seu fornecedor

Em uma pesquisa rápida no Google você encontra dezenas de opções de fornecedores do produto que você escolheu. Organize seus favoritos em uma planilha e faça contato. Fornecimento se pauta em “parceria”, utilize essa palavra na hora de estabelecer a relação de vocês.

3 – Quem será o seu público-alvo

Quem fala com todo mundo não fala com ninguém. Quem fala com um, fala com todos. É utópico achar que é possível “vender para todos”, e os que acreditam nessa fábula tendem a cair rapidinho. Tenha bem definido quem será seu público-alvo. Você vai vender livros? Sobre o quê? Literatura clássica? Línguas? Autoajuda? Para quem? Adolescentes? Mulheres ricas? Estudantes? É preciso ceder para lucrar. Estabeleça seu público-alvo e converse com ele.

4 – Como funcionará o sistema de pagamento

Existem muitas maneiras de gerir pagamentos pela internet hoje. Os mais populares são:

Intermediadores: são basicamente empresas que terceirizam o processo de pagamento. Nesse caso, você não se preocupa com a burocracia envolvida na compra, além de o cliente ter muitas opções para fechar a compra. Além disso, a empresa contratada também cuidará de todo o processo de segurança para ambos os lados. Essa opção, porém, faz com que o comprador precise sair da página em que está para efetivar o pagamento, além de – muitas vezes – necessitar possuir um cadastro no site do intermediador. Ambos os passos podem causar um desconforto no cliente e fazê-lo desistir.

Getaways de pagamento: É como se fosse uma maquininha de cartão virtual. O cliente envia as informações do seu cartão de crédito, a interface do getaway envia as informações para o banco do comprador, confirma se o cartão é valido e se o saldo está disponível para a compra e envia a aprovação. A vantagem nesse caso é que você tem um controle maior sobre o sistema de pagamento e o cliente pode realizar todo o processo sem sair da página em que está. As principais desvantagens é que você terá que se cadastrar a bancos e operadoras de cartão – o que pode ser demorado para quem pensa em abrir um e-commerce em breve – e também terá que arcar com os custos da análise de antifraude.

5 – Com funcionará o sistema de entregas

Coloque no papel as opções mais cabíveis para realizar suas entregas. Você deve considerar alguns elementos fixos como fluxo esperado de vendas e o tamanho e pesagem do seu produto, variantes que podem ser cruciais na hora de decidir quem fará a ponte entre você e o cliente. A mais comum maneira de realizar o envio dos produtos ainda são os Correios. Especialmente para pequenos e microempreendedores, o sistema é prático e não exige um contrato para realizar as entregas. No entanto, transportadoras também podem ser uma mão na roda no momento de realizar esse serviço, já que geralmente não colocam limitações nas dimensões dos produtos, como os Correios. Não há uma maneira correta de definir esse processo, então vale a pena pesquisar bem qual casa melhor com seu estilo de negócio. Você pode conferir mais detalhadamente opções e funcionamento dos sistemas de entrega clicando aqui.

6 – Aonde você quer chegar

Defina suas metas a curto, médio e longo prazo. Assim, você terá uma noção de o quê quer alcançar e em quanto tempo. Decida isso claramente para as três etapas.

Existem cursos específicos para compreender e executar os primeiros passos de um e-commerce, você pode conhecer alguns aqui.

Relações x negócios

Uma das grandes ciladas de iniciantes no mundo do comércio eletrônico é acreditar que é possível realizar as interações e vendas com os clientes em uma mesma plataforma. Isso pode ser confuso, frustrante e desconfortável para o comprador. Por isso, é importante definir diferentes espaços para cada situação. Chamamos esses espaços de canais de audiência e canais de conclusão de vendas.

Canais de audiência

É por aqui que acontecerá as suas relações com compradores e potenciais compradores. As redes sociais são hoje a maneira mais comum e prática de ocorrer essas interações. Você pode, por exemplo, gerir um site de vendas (ou simplesmente se divulgar como um vendedor online) e criar uma página no Facebook para que seus clientes conheçam seus produtos e seu estilo e possam falar diretamente com você. Além disso, você pode usar o espaço para publicar conteúdos que girem em torno seu produto, direta ou indiretamente. Por exemplo, caso você crie uma loja virtual de máquinas fotográficas, você pode gerar conteúdos em sua página como “5 efeitos fotográficos para improvisar em casa” ou “Dicas de iluminação fotográfica”. Use sua imaginação. Você pode também criar um blog que fale de assuntos que conversem com seu produto, o que – além de estabelecer uma relação de confiança com seu público, pode também gerar lucros e você – saiba mais no nosso primeiro episódio: Blogs: como ganhar dinheiro em casa com a internet.

Canais de conclusão de vendas

Este será o espaço de efetivação das suas vendas. Mas espere! Engana-se quem pensa que criar um site logo de cara é o ideal para seu e-commerce. Principalmente se você for iniciante nesse mundo, é importante dar o primeiro passo em Marketplaces, como Mercado Livre e Elo7, e estabelecer primeiramente uma imagem bem consolidada. Isso porque a criação de um espaço seu exige investimentos e gastos que podem te prejudicar caso você não comece com o pé direito. Comece em sites de vendas já conhecidos e, à medida em que você for lucrando e ganhando a confiança da clientela, expanda seu negócio em um espaço seu.

A importância de um bom serviço de internet no e-commerce

Quando se inicia um negócio, todos os gastos voltados para sua otimização e lucro devem ser vistos como investimentos. Jeff Bazos certamente não se arrependeu do dinheiro investido lá em 1994 quando a Amazon engatinhava. Como todo o processo de um e-commerce é virtual, é imprescindível um bom serviço de internet, a fim de que não haja possíveis contratempos durante o processo, que podem prejudicar suas vendas e seu relacionamento com os clientes. A Copel Telecom trabalha com tecnologia 100% em fibra óptica, uma das redes de transmissão de dados mais veloz do mundo e oferece diversos planos que podem que podem otimizar seu negócio. Dê uma conferida nos nossos planos e boas vendas!

Fontes:

https://ecommercenapratica.com/o-que-e-ecommerce/

https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/passo-passo-para-comecar-um-ecommerce-do-zero/