rotas de internet

O tráfego dos dados na rede de internet percorre uma distância muito maior do que apenas a estabelecida entre a sua casa e o servidor da operadora que fornece a sua internet. A troca de informação de longa distância na rede de internet – no caso, de um país para outro, por exemplo – conta com uma estrutura que atravessa oceanos para funcionar efetivamente.

Isso mesmo, existem cabos de fibra óptica inseridos no fundo dos oceanos, interligando cinco dos seis continentes políticos do nosso planeta: África, América, Ásia, Europa e Oceania. Esses cabos possuem milhares de quilômetros, responsáveis por cerca de 99% das conexões de internet no mundo. Tanto que a capacidade de transmissão de dados deles pode ultrapassar 7 terabytes por segundo.

Backbones marinhos

Os cabos de fibra óptica também podem ser denominados backbones. É essa tecnologia que possibilita a troca de dados a longa distância de um servidor para outro. Segundo algumas informações disponíveis no site TecMundo, o maior cabo de backbone é o SeaMeWe 3, que conecta 32 países. Ele possui aproximadamente 39 mil quilômetros de comprimento e cerca de 40 pontos diferentes de conexão.

Mas a água não estraga os cabos?

Eis a questão mais curiosa. Mas não, não estraga! Os cabos inseridos no fundo dos oceanos possuem várias camadas de proteção, apresentando cerca de 7 centímetros de diâmetro. Ao todo, são oito camadas protetoras compostas por materiais, como polietileno, Mylar, alumínio, policarbonato, invólucro e pasta de petróleo. Um metro de cabo de backbone pode chegar a pesar cerca de 10 quilos.

Inserção dos cabos no fundo dos oceanos

Depois de uma avaliação dos locais onde serão inseridos os cabos ópticos, um navio despeja os metros de cabos enquanto um robô-submarino escava o solo e os instala em uma espécie de trilha.

Cabos submarinos do Brasil

O Brasil possui 6 backbones. Desse total, 4 nos conectam aos Estados Unidos, 1 à Argentina e Uruguai e 1 à Europa.

Fonte: TecMundo e Gizmodo Brasil