Mesmo sem a rede 5G ter chego às mãos de muitos consumidores, as gigantes de tecnologia já estão de olho no desenvolvimento do próximo passo da corrida tecnológica, a conexão 6G.

Foi divulgado em fevereiro que a Apple estaria contratando engenheiros que atuem na área de sistemas sem fio com o objetivo de criar uma equipe com a capacidade de levar a empresa mais um passo adiante para atingir sua independência tecnológica, já que hoje seus modens 5G são projetados pela Qualcomm. A tecnologia 5G já é compatível com o IPhone 12, último lançamento da maçã.

Entretanto, mesmo com o anúncio de vagas pela gigante, outras informações sobre o desenvolvimento da rede de sexta geração por parte da Apple ainda são escassas.

Para alguns analistas, ele poderá permitir uma velocidade de conexão 100 vezes mais rápida que a do 5G. Seu lançamento, no entanto, não deve acontecer antes de 2030.

Já sua concorrente, a Samsung, divulgou em julho de 2020 um documento com as vantagens e exigências que teria para criar a rede 6G. A gigante sul-coreana pretende trabalhar com um padrão de rede que alcance uma velocidade até 50 vezes mais rápida que a do 5G.

Além disso, ela espera atingir uma latência de 100 microssegundos, o que corresponde a um décimo da atual. A fabricante espera alcançar um resultado capaz de revolucionar tecnologias como realidade estendida (uma mistura de realidades virtual, aumentada e mista), hologramas, réplica digital e inteligência artificial, além, é claro, de trazer avanços para as áreas de medicina, indústria, entretenimento e educação.

A Samsung espera concluir a padronização de rede e iniciar sua comercialização em 2028.

Outras empresas de tecnologia que iniciaram seus estudos para o desenvolvimento da rede em 2019 e 2020 foram, respectivamente, as chinesas Huawei e Xiaomi. A Huawei iniciou suas pesquisas em um laboratório no Canadá como parte de um projeto que envolve cerca de 13 universidades e institutos de pesquisa.

A empresa, líder em infraestrutura de telefonia, também começou a analisar a possibilidade de criação da rede 5G anos antes de suas concorrentes e da publicação do padrão tecnológico.

Já o CEO da Xiaomi, Lei Jun, divulgou o início dos estudos mas garantiu que o foco da empresa continua sendo, nesse momento, na produção de celulares com suporte à rede 5G.

Na China, entretanto, os resultados de pesquisas prévias são chocantes, atestando que a nova rede 6G seria capaz de atingir uma velocidade 8 mil vezes mais rápida que a do 5G.

Quanto à presença de nações nessa corrida tecnológica, o Japão anunciou em janeiro de 2020 que investiria aproximadamente U$ 2 bilhões em pesquisas para o desenvolvimento da rede de sexta geração, além de tornar pública a parceria que firmou com a operadora NTT Docomo e com a fabricante Toshiba.

O objetivo do país inclui o registro de patentes quando as empresas começarem a desenvolver softwares e hardwares em conexão com o 6G.

Sendo mais modestos que os vizinhos do continente asiático, os japoneses apostam em uma conexão 10 vezes mais veloz que a disponível atualmente. E na Europa, o programa Hexa-X, iniciado em janeiro de 2021, está sendo liderado pela finlandesa Nokia.

O programa tem duração prevista de dois anos e meio e tem como objetivo realizar pesquisas e investigações referentes a casos de uso das redes 6G, além da criação de tecnologias de base e fundamentos para sua implementação. 

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