Nos últimos anos, os drones ganharam funções inimagináveis, como participar de guerras e tirar fotos para bombar nas redes sociais. Mas será que todos estão preparados para conviver mais de perto com essas aeronaves sem tripulantes? E mais: será que vai ser normal – e aceitável – caminhar com vários drones acima de sua cabeça?

Pode parecer apenas mais um episódio de alguma série que tente prever o futuro, mas essa possibilidade está cada vez mais perto da realidade, já que as entregas com drones estão avançando nas fases de teste.

E o Brasil não fica fora dessa. Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou as entregas de produtos comprados pela internet ou telefone via drone. Até o momento, a decisão segue funcionando em formato de testes e apenas uma empresa foi liberada para viabilizar. Por enquanto, a novidade está funcionando em formato de testes, que apenas podem ser feitos por uma empresa liberada pela Anac: a Speedbird.

Testes no Brasil

Ao que tudo indica, o primeiro setor a usar os drones será o alimentício, já que o drone da Speedbird foi desenvolvido para fazer entregas de comida. O DVL-1 pesa 9kg e consegue transportar pacotes de até 2kg em uma velocidade de, até, 32km/h. Para as entregas, o drone não pode ultrapassar o raio de 2,5km a partir do ponto de decolagem.

Além disso, os pilotos devem seguir as regras para pilotagem de drone previstas no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial

Marcas que apostam nos drones

Há tempos, empresas como a Amazon já realizam testes de entregas com drones nos Estados Unidos. Ela, inclusive, conta com o sistema de entregas Prime Air e está desenvolvendo seus próprios drones capazes de transportar pouco mais de 2kg a uma distância máxima de 24km.

No início de setembro, o Walmart também começou a testar o seu programa de entregas com drones nos EUA. Por enquanto, apenas alimentos e produtos essenciais podem ser solicitados para entrega neste sistema. Os equipamentos usados pela varejista atingem velocidade máxima de 51km/h, podem percorrer uma distância de 5,5km e conseguem transportar o máximo de 3kg, o que equivale de seis a oito hambúrgueres, segundo o próprio Walmart.

Para que as entregas sejam seguras e silenciosas, os drones voam até 70 metros de altura e liberam o pedido por meio de uma cabo de 25 metros que deixa o produto no chão.

No Brasil, o iFood deve começar a testar as entregas com drones (cedidos pela Speedbird) em outubro na cidade de Campinas, em São Paulo. A princípio, o serviço vai ser feito em duas rotas predeterminadas em um perímetro de 400 metros, distância entre a praça de alimentação do shopping Iguatemi Campinas e o centro de distribuição iFood. A partir daí, a entrega segue no formato tradicional. Outra opção estudada pela empresa é o teste de entregas com uma distância de 2,5 km.

Controvérsias

Normalmente, os benefícios como entregas mais rápidas e baratas, menor impacto ambiental e eficiência são os pontos mais avaliados quando o assunto é entrega via drone. Por outro lado, existe uma série de desconfianças e dúvidas em relação ao serviço. Além do desconforto de conviver com objetos voadores acima da cabeça, pontos como segurança, poluição sonora, privacidade e limitações nas entregas geram dúvidas quanto ao futuro desta tecnologia.

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