Há pouco mais de um mês, no dia 30 de maio, a SpaceX – empresa privada norte-americana de transporte espacial. Lançou o Falcon 9, seu primeiro foguete tripulado. Robert Behnken e Douglas Hurley, os dois astronautas da NASA a bordo tiveram como destino a Estação Espacial Internacional (ISS).

O lançamento da cápsula Crew Dragon, como é chamada, marcou uma nova fase na corrida espacial por mais de um motivo. Além de ser a primeira vez que uma empresa privada cumpre uma missão tripulada, é também a primeira vez desde 2011 que a NASA decola de solo americano. Desde então, a gigante estadunidense utilizava a nave russa Soyuz que partia de uma base no Cazaquistão.

Essa antiga parceria entre os EUA e Rússia, no entanto, não custava barato. Cada passagem de ida-e-volta à ISS custava aos americanos pelo menos US$85 milhões. Agora, essa união público-privada com a SpaceX promete (e assim está cumprindo) uma opção mais avançada, mais confortável e mais barata.

Outro “detalhe” interessante é o uniforme feito sob medida pela SpaceX. Projetado pelo estilista e figurinista de Hollywood Jose Fernandez, que trabalhou em filmes de Super Heróis como “Mulher Maravilha”, “Batman vs. Superman” e “Capitão América: Guerra Civil “.

O projeto do traje foi desenvolvido durante quatro anos até chegar a esta versão final. O uniforme é equipado com sistema de comunicação, controles de pressão e temperatura integrados e luvas sensíveis ao toque. O que facilita o controle dos comandos dados pelos astronautas para a cápsula.

A partir do momento que o tripulante entra na cabine o uniforme conecta-se ao sistema da nave espacial. Nas palavras de Chris Trigg, gerente de trajes espaciais e equipamentos de tripulação da SpaceX:

“O traje espacial é realmente uma parte do sistema Dragon, é realmente parte do veículo”

Nova fase dos trajes espaciais é marcada pela parceria entre NASA e SpaceX (AP Photo/John Raoux)
Nova fase dos trajes espaciais é marcada pela parceria entre NASA e SpaceX (AP Photo/John Raoux)

Esse traje é voltado para proteger os astronautas durante o lançamento e a viagem até o espaço, mas não os protege durante caminhadas por lá. Neste caso, seria preciso voltar aos uniformes padrão já utilizados pela Nasa.

Qual o resultado dessas inovações?

Bem, o momento representa a chegada de novos ares promissores para o futuro das missões espaciais. Nem tão somente por impulsionar a confiança e servir como um importante teste do programa Artemis da NASA – que pretende levar uma tripulação ao polo-sul da Lua em 2024. Mas também por levar a SpaceX um passo à frente na sua jornada rumo à colonização de Marte, missão já citada diversas vezes pelo CEO, Elon Musk.

Outro objetivo do visionário por trás da metade privada dessa nova parceria é o turismo espacial. Ou seja, viagens comerciais com destinos fora do planeta para cidadãos comuns. Suas metas não param por aí, além da SpaceX, o bilionário encabeça também a montadora de carros elétricos Tesla. Empresa que oferece hoje no mercado carros de luxo e esportivos (entre outros modelos) abastecidos somente com energia elétrica.

E não para por aí: liderando mais uma empresa, a The Boring Company, “empresa entediante” traduzindo literalmente, Musk está projetando sistemas de túneis subterrâneos para transporte de pessoas em alta velocidade. A proposta dessas passagens é oferecer um meio mais rápido e eficiente do que o tráfego por vias a nível térreo.

Essas são as principais apostas de Elon Musk e suas empresas para o futuro próximo. De fato, são investimentos financeiros e tecnológicos altíssimos mas que preveem avanços significativos para os meios de transporte da humanidade. Seja no ar, em cima ou abaixo da terra, devemos experienciar mudanças drásticas em poucos anos.