Pandemia e lowsumerism: a dupla fez com que 2020 fosse ainda mais complicado para o comércio. No início do ano, o Covid-19 abalou a economia brasileira e, consequentemente, fez com que o consumo de muitas famílias reduzisse drasticamente. Já o conceito de lowsumerism, que acredita na compra consciente, ganha novos adeptos a cada ano que passa e ajuda a diminuir os gastos desenfreados.

Mesmo com o panorama adverso, o terceiro setor encontrou uma solução interessante: o live commerce. A ideia não é nova, já que canais de TV vendem produtos ao vivo há anos, mas o modelo ganhou uma abordagem nova e bastante interessante. A digitalização e as redes sociais fizeram com que muitas marcas investissem nas lives – e o público não só aceitou o formato, como o consumiu.

O retorno das vendas ao vivo

A China é o país que lidera o uso da estratégia. Em 2018, o Taobao, e-commerce do Alibaba, conseguiu faturar US$15,1 bilhões com o formato de venda. Indicadores mostram que este número deve crescer exponencialmente e atingir o valor de US$155 bilhões em 2020.

O poder da live commerce no Brasil

Com o sucesso do modelo, muitas marcas brasileiras enxergaram o formato como uma forma de manter o faturamento, mesmo com o fechamento de muitas lojas. Magazine Luiza, Renner e Americanas estão entre as empresas nacionais que tiveram bons resultados com live commerce.

As três empresas citadas usaram o poder de influenciadores para potencializar a estratégia digital e, uma delas, até retornou a um modelo parecido com o original. Durante a Black Friday, a Magalu fez a Black das Blacks, uma ação multiplataforma que reuniu grandes nomes da mídia.

Enquanto o live commerce era apresentado por Luciano Huck no canal Multishow, que contou com shows de vários artistas, como Anitta, as redes sociais da marca também estavam a todo vapor. Diversas personalidades estavam produzindo conteúdo extra, ao vivo, nas plataformas digitais: tudo para construir uma estratégia completa, com vários pontos de contato e com grandes chances de reverter em vendas.

Mesmo com o case de sucesso, o formato ainda está dando os primeiros passos em território brasileiro. Enquanto a ferramenta não é uma realidade para todos, a Live Sync se torna uma possibilidade.

A solução usa campanhas de marketing nas redes sociais para gerar um grande impacto na jornada de compra do consumidor: ela cria gatilhos por meio de palavras-chave que permitem um call-to-action mais eficaz. Com isso, uma simples live pode gerar, posteriormente, uma proximidade com quem a assistiu.

O futuro do comércio?

Podemos afirmar que o futuro do terceiro setor existe aliado ao e-commerce. Apenas no Brasil, o setor cresceu 47% no primeiro semestre de 2020 segundo a Nielsen. A Black Friday é outro exemplo do sucesso das compras online, já que 59% dos brasileiros pretendiam fazer suas compras pela internet.

Com este panorama, o live commerce surge como uma tendência que engloba venda, publicidade e conteúdo – potencializando a decisão de compra.

Para acompanhar a tendência – e não perder as ofertas para aquele produto que tanto deseja – é preciso de uma boa conexão com a Internet. Para isso, a banda larga da Copel é a melhor solução!