Você já ouviu falar dos SuperApps? O modelo de negócio usa do compartilhamento de dados para fortalecer e facilitar o trabalho de algumas empresas. Por mais que gere algumas polêmicas, o formato criado na China é considerado o futuro  do capitalismo do século XXI.

SuperApps e a troca de dados

A base deste trabalho são as APIs (Application Programming Interfaces), softwares que têm como missão o compartilhamento de dados entre parceiros de negócios. Com a ajuda delas, os SuperApps são criados. Um dos mais conhecidos é o Alibaba, gigante do e-commerce que conta com inúmeros parceiros de negócio. Como peça-chave, o Alibaba usa, em sua plataforma aberta, cerca de 1,5 mil APIs para gerar o fluxo de dados com seus negociantes. Estes, por sua vez, utilizam a base do Alibaba para construir um perfil do cliente, facilitando a tomada de decisões e criação de estratégias para gerar ofertas sob medida. No caso da plataforma chinesa, os números mostram uma média de 5 bilhões de trocar de dados por dia.

Se você viu o documentário da Netflix “O Dilema das Redes”, a cena pode parecer comum. Afinal, como mostra o filme, existe uma versão digital de cada um. Essa versão, inclusive, pode prever nossas decisões e se tornar um material valioso para os anunciantes digitais. E as APIs facilitam isso!

No caso dos SuperApps, o uso de APIs é valioso, já que acelera o crescimento da plataforma. Esta situação se dá porque os parceiros de negócios deste grande conglomerado não precisam construir suas funcionalidade do zero. Sendo assim, a inovação é acelerada, o número de vendas aumenta e a experiência do cliente é garantida.

Mais perto da realidade

Muitos podem não estar familiarizados com o Alibaba, mas quando falamos em Uber, PayPal e Airbnb a história muda, certo? Eles não são SuperApps como o citado anteriormente, mas tem parte da sua base de dados recebida de APIs. 

Como exemplo prático, o aplicativo 99 não usa mapas criados por eles, mas sim versões desenvolvidas pelo Google Apps. São APIs que levam os dados do Google para a plataforma do 99. Com esta troca, o aplicativo de mobilidade urbana reduziu a demanda de trabalho pagando por um produto pronto e conseguiu operacionalizar mais rapidamente.

Os perigos envolvendo a LGPD

Um estudo do IDC mostra que as APIs têm grande importância estratégica quando se trata de inovação nos negócios, já que muitas organizações americanas pretendem aumentar o uso de APIs em seus negócios. No Brasil, a história é a mesma. Segundo a consultoria Sensedia, a previsão é que seus clientes passassem a usar 34% mais APIs em 2020.

Por mais que a troca de dados seja paga e regulamentada, ela passa despercebida pelo consumidor, que não precisa preencher vários formulários como era de costume. E é aí que mora a preocupação.

Com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrando em vigor no Brasil, o mercado de APIs precisa de muita atenção. Como a lei é focada na proteção de dados, os softwares responsáveis pelo tráfego das informações fica sensível. 

Muitas APIs se encontram em ambientes abertos e sem cuidado com a proteção dos dados. Para que possam seguir operando de forma responsável, foi dado um alerta para que os desenvolvedores das plataformas passem a construir os servidores com ainda mais atenção e cuidado. Assim, o ciclo de vida das APIs e dos SuperApps seguirá por um bom tempo.

Para aproveitar o melhor dos SuperApps, é preciso de uma boa Internet. A melhor opção é o pacote de 300MB por R$149,90 que só a Copel Telecom tem!